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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

De Ti Eu Me Afastei

De ti eu me afastei,
Pois assim eu pensei,
Que para nós seria bom,
E que com alguma sorte,
As palavras achariam o seu tom,
E receberias a minha corte.

30 de Janeiro de 2014
O Filho Perdido

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Soneto de Ninfomania

Uma prisão invisível,
Uma prisão dentro de mim,
É uma dor de outro nível,
E sem perspectiva de fim.

Um mundo de máximo prazer,
Uma busca por “abraços” de calor,
Para então poder transcender,
O patético ideal do amor.

Uma escolha de sofrimento,
Uma escolha de arrebatamento,
Antes porem que tudo se desfaça.

Só o clímax de agora vou sentir,
E quando para a dor eu sorrir,
É que já não importa a desgraça.

28 de Janeiro de 2014
O Filho Perdido

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Decisão Sensata

Não é por mera pretensão,
Tão pouco algum cinismo,
Ou por puro egoísmo,
Que abandono essa Religião.

03 de Janeiro de 2014
O Filho Perdido

domingo, 8 de dezembro de 2013

Buscando Companhia

Desgraça e abandono,
Rondam e estão entorno,
Deste que vos escreve,
Com o coração como a neve.

Bela, fria e mortal,
Em agonia muito real,
Todo este meu canto,
Não passa de pranto.

Você que isso lê,
Só que nunca vê,
Não sentes dor,
Em seu anterior?

08 de Dezembro de 2013
O Filho Perdido

sábado, 23 de novembro de 2013

Confissão Tardia

Isso eu nunca te disse,
Esperei que você visse,
Só que você não viu,
E de perto de mim saiu.

Uma foi à vida sonhada,
Outra a que foi consumada,
Entre sonhos irreais,
E realidades fatais.

Pleno de sonhos de amor,
De vida melhor que sonhos,
Farto dessa vida de dor.

O pranto secou em meus olhos,
Mas as tristezas são máximas,
E o coração cheio de lágrimas.

23 de Novembro de 2013
O Filho Perdido

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Pílula de Dor

Por que não devo falar da dor,
Que eu sinto em meu interior?
Por que devo com meu rosto sorrir,
Se apenas em prantos quero me partir?

24 de Outubro de 2013
O Filho Perdido

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Envelhecimento Cruel

Meus caminhos desapareceram,
Com os anos em que vivemos.
O gosto de minha doce ilusão
Foi-se, e só me deixou o peso da razão.
Frustração, descontentamento e amarguras,
Compõe minha existência sem molduras.
O sono da razão gerou monstros,
Que estiveram em minha companhia,
Afastando a todos os rostos,
E me cegaram ao que minha mão fazia.
Dez anos jogados ao lixo,
Dez anos vivendo como bicho.
Hoje, adulto melindrado,
Não mais que um bebê mimado.

05 de Junho de 2013
O Filho Perdido

terça-feira, 23 de abril de 2013

Desejo Agudo

Tormento silencioso,
Estopim nervoso.
Vontade de te socar,
E teu espírito quebrar.
Se me relegas ao abandono,
Não espere de mim apoio.
De tão mais forte que é o rancor,
Ele suprimiu todo possível amor.
Agora o ódio bate a porta,
E quero dar a ele boa resposta.
Faça o que é melhor para nós dois,
Morra logo, agora e não depois.

23 de Abril de 2013
O Filho Perdido

sábado, 30 de março de 2013

Pílula da Salvação

Escrevo para Salvar a minha vida,
E antes que busque dela uma Saída,
Não quero a minha vida Matar,
Sem nela ter conseguido Amar.

30 de Março de 2013
O Filho Perdido

segunda-feira, 25 de março de 2013

Mais Um Soneto De Mágoas

Essa dor é horrível assim,
E talvez não tenha fim,
Mais eu tento de ti me aproximar,
E tu vens sempre a me rejeitar.

Se te mostro uma visão da realidade,
Tens para mim um olhar de crueldade,
E nem se quero partilhar tua Religião,
Tu abrandes este teu duro Coração.

Só demos-nos profundos cortes,
Perdidos entre muitos caminhos,
Só nos jogando em espinhos.

Caminhamos por uma trilha de mortes,
E só nos sobraram Mágoas desgraçadas,
Numa casa de Alianças despedaçadas.

25 de Março de 2013
O Filho Perdido

Coração Profanado

A minha carne se rasga,
E tu de mim se afasta.
Mas é melhor do que vir julgar,
E a todo tempo me criticar,
Nunca estende tua mão em auxílio,
E me impõe amargo exílio.
Eu quis tanto te amar,
Hoje tenho medo de te odiar.
Tu voltaste-se até para Deus,
Mas nisso esqueceste-se dos seus.
Quero-te muito longe de mim,
Para em teu horror por fim,
E que te venha à morte,
Como em meu pulso este corte.
E agora que ela te levou em seu Rio,
Tornei-me uma Vadia no mundo frio.

24 de Março de 2013
O Filho Perdido

quarta-feira, 13 de março de 2013

Soneto de Abandono

Não me importa tudo que você me dá,
Se quando meu coração te precisa, não esta lá.
Não me diga o que faz por mim,
Pois tudo que é fútil uma hora tem fim.

Não quero que me estufe o estomago,
Levando-me ao vazio de coração.
Não quero raízes de amargura no meu âmago,
E ostentar em minha fronte grande desolação.

Vens-me fazendo que contigo não me importe,
Eu gostaria de te falar da minha tristeza e dor,
Sem ouvir em troca seu tom repressor.

Dói-me quando às vezes lhe desejo a morte.
Não me digas que na vida mãe só há uma,
Pois sinto como se não tivesse tido nenhuma.

12 de Março de 2013
O Filho Perdido

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Uma Noite De Paz


O que pode fazer um Homem,
Contra tão violento Ódio?
Mas mortes presentes se fazem,
No uso viciante de nosso ópio.

Nunca se mostrou ou existiu santidade,
Só a mais cruel e humana insanidade.
O que ocorreu aos nossos corações,
E aos lábios que entoam falsas canções?

Tantas mortes, abominações incalculáveis.
Sociedade diabólica de pessoas desprezíveis,
Que imputam em nossas almas o Mal.

Cansei das orações de falas corrosivas,
Que só nos enganam com grandes mentiras.
Não quero mais ver ou viver o horror do Natal.

23 de Dezembro de 2012
O Filho Perdido

sábado, 29 de setembro de 2012

Este Bruto Também Ama

Eu não deveria ser alguém tão Machista,
E tão pouco o Amor deveria ser egoísta.
Eu quis de tua boca ouvir belos cantos,
E nunca causar-te dolorosos prantos.

Se alguma das minhas caricias te machuca,
Eu te peço de coração, que me dês a tua ajuda,
Pois não sei como tocar ou tratar uma mulher,
E nem mesmo ler o que o seu coração quer.

Eu só quero poder te fazer sorrir,
Para que um ao outro tenhamos paz,
E que tu nunca na vida venhas se ferir.

Eu anseio em livrar-me desta Brutalidade,
E só tu com o teu amor que é capaz,
De resgatar a minha humanidade.

29 de Setembro de 2012
O Filho Perdido

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Inquietos

Há tanto que gostaria de dizer,
Mas temo não o fazê-lo antes de morrer.
Não é justo que nos seja permitido sonhar,
Mas não possamos ter o poder para realizar.
Não é justo que tenhamos que viver,
Em uma existência de puro sofrer,
Apenas aguardando a hora de morrer.
Não é justo nascer como ser humano,
Neste mundo cada vez mais insano.
Não é justo estar diante de nossos queridos sorrindo,
Para apenas depois velos para sempre partindo.
Não é justo que quem se emociona ao ver à Aurora,
Não estender a mão a quem padece e chora.
Não é justo que o tempo seja tão ágil,
Enquanto a vida humana é tão frágil.
Não é justo que padeçam como animais,
Aqueles que lutaram por seus ideais.
Não é justo ver os mais Jovens,
Pelo destino cruel feitos de reféns,
E com isso na mais tenra idade,
Tenham que contemplar tanta crueldade.
Nunca foi justo sonharmos com Amor,
E termos que na vida só receber Horror,
No qual padece ao poucos qualquer Vigor.

24 de Setembro de 2012
O Filho Perdido