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O Que Este Poeta Está Lendo?

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Incompreendido

Como poeta, eu sou vilipendiado,
Mas isto até que já era esperado.
Eu sou um poeta da dor,
E este é o meu motor.
Não espere ouvir de mim uma bela canção,
Pois o meu canto é sobre corrosão.
Inspiro-me em Florbela Espanca,
Que é a Bela Flor da minha Esperança.
Prefiro por me a conversar com os Loucos,
Dentre os sãos, honestos são muito poucos.
Prefiro estar na companhia dos malditos,
Encontramos-nos em nossos Destinos,
Enquanto vagamos há esmo, como corações perdidos.
Eu prefiro muito mais a versos que curam,
Aqueles que incessantemente sangram,
Eles vêm do fundo d’alma, e estas linhas marcam.
Somente aquilo que em muito me fere,
É o que em minha vida me persegue.
Talvez eu tenha me perdido ao longo do caminho,
Só que isso já não importa, eu sigo sozinho.
Está cova que está ao relento,
Parece-me agora, um ótimo leito.
E se você achou que com estes versos, não teve sorte,
Desejo-te, que ao menos encontre uma boa morte!

26 de abril de 2012
O Filho Perdido

domingo, 15 de abril de 2012

Primeiro Amor Perdido

Às vezes eu acho que preciso te esquecer,
Do contrário eu não conseguirei viver,
E corro o risco de acabar por enlouquecer.
Mas a simples ideia de contigo não sonhar,
Põe minha Alma, a de Dor gritar.
O destino te levou a da minha vida partir,
E a mim há nunca mais sorrir.
Luz que um dia, minha vida iluminou,
Tua ausência por demais me quebrantou.
Teu amor foi minha esperança de salvação,
Mas só tenho hoje a certeza da minha danação.
Meu coração solitário vive em perpétua ruptura,
Eu te imploro, venha e me salve da Sepultura.

13 de Abril de 2012
O Filho Perdido