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O Que Este Poeta Está Lendo?

quinta-feira, 29 de março de 2012

Ler

Legado de um momento perfeito
Excluir-te de mim seria como ruir-me,
Ruir-me é algo que não aceito.

29 de Março de 2012
O Filho Perdido

quinta-feira, 22 de março de 2012

Família

Fui posto aqui contra minha vontade,
Agora necessito alcançar a liberdade,
Meu melhor, aos poucos, está perecendo.
Ímã de todo tipo de trauma emocional,
Longe de qualquer forma de amor estamos vivendo,
Insuficientes são todos os esforços de expurgar este mal,
Acho que disto só me livrarei morrendo!

22 de Março de 2012
O Filho Perdido

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Boa Amiga

Por ti vou as maiores de todas as alturas,
Estou aos teus pés grato e esperançoso.
Num caminhar de infindáveis aventuras,
Abençoado por teu Espírito amoroso.

23 de Fevereiro de 2012
O Filho Perdido

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Luz

Louco é provável que eu deva estar,
Unicamente trevas estou há contemplar,
Zeloso, entretanto tem sido meu observar.

08 de Fevereiro de 2012
O Filho Perdido

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Confissão

Para Chloe

Minha Amiga há muito querida,
Preciso lhe falar de uma velha ferida,
Uma angústia da qual tenho muito temor,
Pois dela sinto grandioso pavor.
Ela me assola em noites de terror,
Estampando em minha face há dor,
De todo o seu reinado de horror.
Porem como posso vir a confessar,
O que tenho medo de expressar?
Talvez seja necessária alguma Paz,
Mas esta em minha mente não se faz.
Tenho medo de o meu coração abrir,
Por não saber, como depois disso seguir,
E nem mesmo se de novo voltarei a sorrir.
Mas sempre que olho para minha sorte,
Acabo mais que tudo querendo a morte.
Triste penso que para meu coração,
Já não mais existe sequer salvação,
E nesta inércia, perco toda a força de ação,
Apático eu estou, sem esperança de redenção.
Penso, em como falar de algo complexo,
Sem cair em qualquer tipo de excesso.
Grande é o medo que está presente,
Bem como complicada é esta mente.
Se tiver de escolher apenas uma Questão,
Não creio que apenas está trará uma solução,
Mas pode ser o começo de uma transformação.
Se achar que isto está muito enrolado,
Perdoe-me, pois sou alguém complicado.
Mas chega disto tanto procrastinar,
Agora se faz necessário começar.
Talvez já não seja mais nenhum segredo,
Que vir há ser rejeitado é talvez meu maior medo.
Quando olho para meu passado,
Vejo que muito dele já foi superado,
Mas nem tudo, consegui ainda por de lado.
Nestes longos, longos tempos turbulentos,
Estou sempre prezo em muitos tormentos,
E frustrantes descontentamentos.
Por mais que me seja uma terapia escrever,
Muitas vezes faltam forças para isto fazer,
Bem como em muitos casos inspiração,
E em outros simplesmente um pouco de motivação.
Pela sua Amizade posso ter perseverança,
E até mesmo no coração alguma esperança,
De que nele haja paz, ainda que seja breve,
Mas que será pura e alva como a neve.
Sonho com Amor e uma redenção Divina,
No entanto todo dia, temo mais e mais minha ruína.
Acho melhor por aqui mesmo parar e esperar,
Já não sei mais o que de mim e nem como expressar.
Neste momento em mim há muito enfado,
E não quero tornar estes versos num fardo.
Não era isso exatamente o que tinha em mente,
E menos ainda sei se isso lhe serve como presente.

22 de Janeiro de 2012
O Filho Perdido

sábado, 21 de janeiro de 2012

Meu Leito

Hoje me sinto muito triste,
Em mim paz já não existe.
Vago pelo mundo me sentindo perdido,
Meu espírito está enfraquecido e partido.
Queria ter um coração que brilha,
Mas o meu próprio só me humilha.
Há tantas coisas que não deveriam ser,
E que, no entanto só me fazem sofrer.
Numa falha tentativa de me acalmar,
Só consigo vir mais e mais há chorar,
E sozinho nesta escuridão estou a sangrar.
Gostaria de nesta noite repousar em uma alcova,
Mas só caminho em direção a minha cova.

21 de Janeiro de 2012
O Filho Perdido

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Fuga?

Não quero nesta guerra lutar,
Mas não vejo como dela escapar.
Quero mais que tudo, em paz viver,
E sempre esperança no amor ter.
Gostaria de por pastos verdejantes seguir,
E em campos de batalha nunca mais vir.
Tanto eu quis ver o mundo em paz,
Mas esta cada vez mais presente não se faz.
Quis tanto viver em um mundo de pureza,
Aonde tudo que os olhos vissem fosse beleza,
E já não houvesse mais qualquer tristeza,
Nem relações de pura frieza.
Em meio há tanta desigualdade,
Só consigo me sentir mais covarde.
No meio desta grande insanidade,
Aonde foi parar nossa humanidade?
Se irrevogavelmente agora parte disto eu sou,
Então atordoado me pergunto: Onde estou?

18 de Janeiro de 2012
O Filho Perdido